Voz sobre IP, M2M e apps impulsionam os investimentos de Telecom no Brasil
fevereiro 5, 2016
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Estudo da Frost & Sullivan mostra que os serviços de valor agregado IP irão ajudar as empresas a atrair novos clientes.

A pesquisa Strategic Analysis of the Brazilian Companies Investments in ICT, elaborada pela consultora internacional Frost & Sullivan, apontou que 50,2% das pequenas e médias empresas já migraram dos serviços de voz tradicionais para o protocolo de telefonia de internet IP (VoIP) / IP PBX. O estudo, que consultou 313 empresas brasileiras de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC), também destacou que 20,8% dos entrevistados não estão contratando atualmente a tecnologia. Contudo, as mesmas demonstraram interesse na solução para reduzir os custos de telecomunicações.

Para Carina Gonçalves, analista Telecom da Frost & Sullivan, as empresas de telecomunicações estão inovando em termos de canais de vendas para atingir pequenas e médias empresas. Vendas porta-a-porta, agentes de vendas e lojas online estariam entre os meios utilizados para aumentar a venda de linhas de telefonia fixa e outros serviços de TI.

“No Brasil, é importante essas empresas possuírem uma linha de telefonia fixa para construir credibilidade com os clientes e promover relações financeiras com bancos e fornecedores. Por esse motivo, bem como a disponibilidade de pacotes combinados, a telefonia fixa ainda é um segmento lucrativo”, afirma Gonçalves.

No entanto, a pesquisa apontou uma preferência em manter linhas fixas tradicionais ou dados móveis para serviços de segurança e monitoramento eletrônico, conforme 83,7% das empresas consultadas. Essas empresas também dependem de conexões móveis “máquina-a-máquina”, tanto para conexão primária como para fins de backup.

Telefonia móvel do futuro

Relevante, 27,8% das empresas entrevistadas contrataram sistemas de gestão de telefonia móvel para a cultura BYOD “Bring Your Own Device”. Além disso, 68,4% das empresas afirmaram ter mais de 21 linhas móveis disponibilizadas.

Um dos fatores predominantes para essa tendência foi identificado pela utilização de WiFi interno e para clientes nas empresas entrevistadas – cerca de metade já adepta à disponibilização do recurso. Com isso, as provedoras de telecomunicações estariam enxergando uma oportunidade para oferecer combos de serviços de internet.

Ao mesmo tempo, 59,7% das empresas afirmaram não contratar qualquer aplicativo de mobilidade empresarial, uma vez que não acreditam ser relevante para o modelo de negócio. “Para sobreviver neste novo ambiente, serviços de valor agregado agem como diferenciadores cruciais e reforçam a necessidade de consolidação no mercado de telecomunicações”, conclui Gonçalves.

Escrito por Redação
fonte: www.ipnews.com.br